Boca da Onça Ecotour: conheça a riqueza de uma região com 340 espécies de aves, incluindo a rara harpia

Boca da Onça Ecotour: conheça a riqueza de uma região com 340 espécies de aves, incluindo a rara harpia

Muito além das cachoeiras, a biodiversidade da Serra da Bodoquena revela um verdadeiro refúgio para as aves, com espécies que despertam o interesse de observadores de natureza de diferentes regiões do Brasil e do mundo.

Quem conhece a Boca da Onça Ecotour provavelmente já ouviu falar da maior cachoeira do Mato Grosso do Sul, com seus impressionantes 156 metros de altura, do Buraco do Macaco, da Janela para o Céu ou do maior rapel de plataforma do Brasil. Mas existe outra riqueza escondida entre as árvores, os paredões e as margens do Rio Salobra: a extraordinária diversidade de aves da Serra da Bodoquena.

Localizada em Bodoquena, dentro do polo turístico de Bonito e Serra da Bodoquena, a Boca da Onça Ecotour está inserida em uma região que reúne 340 espécies de aves, segundo informações divulgadas pelo próprio atrativo.

Entre as espécies já documentadas na propriedade estão aves de cores surpreendentes, habitantes discretos das florestas e até grandes predadores, como a rara harpia, também conhecida como gavião-real.

Para os apaixonados pela natureza, cada canto, movimento entre as árvores ou sombra cruzando o céu pode revelar uma nova surpresa.

340 espécies de aves: a riqueza da Serra da Bodoquena

A Serra da Bodoquena é uma das regiões naturais mais impressionantes do Mato Grosso do Sul. Sua combinação de florestas, rios, nascentes, paredões rochosos e diferentes formações vegetais cria condições favoráveis para uma grande diversidade de espécies.

A Fazenda Boca da Onça ocupa uma área de aproximadamente 2.000 hectares, sendo cerca de 55% destinados à preservação da vegetação nativa.

Essa variedade de ambientes contribui para a riqueza de aves presentes na propriedade e em seu entorno.

Enquanto algumas espécies preferem o interior das florestas, outras aparecem nas copas das árvores, nas margens dos rios ou sobrevoando os cânions. Há ainda aquelas de hábitos discretos, que podem passar despercebidas até mesmo pelos visitantes mais atentos.

Com 340 espécies de aves mencionadas para a Serra da Bodoquena, a região desperta interesse não apenas de turistas que buscam cachoeiras, mas também de pesquisadores, fotógrafos de natureza e praticantes de observação de aves, atividade conhecida mundialmente como birdwatching.

E algumas dessas espécies têm histórias especialmente interessantes na Boca da Onça.

Harpia: uma das aves mais impressionantes do mundo já foi registrada na Boca da Onça

Nome científico: Harpia harpyja

Entre os registros mais extraordinários da Boca da Onça está o da harpia, também chamada de gavião-real, uma das maiores e mais poderosas aves de rapina do mundo.

Com aparência imponente, garras extremamente fortes e uma característica crista de penas na cabeça, a harpia é uma espécie que desperta enorme interesse entre pesquisadores, fotógrafos e observadores de aves.

Sua presença na Serra da Bodoquena é especialmente significativa, pois se trata de uma ave rara, associada a ambientes florestais.

Um estudo científico sobre aves de rapina raras do Mato Grosso do Sul documentou o avistamento de uma harpia sobrevoando a Fazenda Boca da Onça em dezembro de 2009. A mesma pesquisa também relata outro registro, realizado em maio de 2012, quando um indivíduo adulto foi fotografado na propriedade, próximo ao Rio Salobra.

Esses registros históricos mostram a relevância ambiental da região e a importância da conservação de grandes áreas naturais.

Encontrar uma harpia na natureza é um acontecimento excepcional, e sua observação durante uma visita não é garantida. Ainda assim, saber que uma ave dessa magnitude já foi documentada na Boca da Onça revela um lado surpreendente da biodiversidade local.

Urubu-rei: uma presença majestosa nos céus da serra

Nome científico: Sarcoramphus papa

Outra ave que desperta a atenção de observadores especializados é o urubu-rei.

Considerado um dos representantes mais impressionantes de sua família, ele se diferencia pela plumagem predominantemente clara, asas escuras e pela cabeça com cores marcantes.

O urubu-rei aparece em levantamentos da avifauna da região e em roteiros de observação de aves que incluem a Boca da Onça.

Observar uma ave desse porte sobrevoando as formações rochosas da Serra da Bodoquena é uma experiência que chama atenção, principalmente pela combinação entre a imponência do animal e a grandiosidade da paisagem.

Assim como acontece com outras espécies menos frequentes, sua presença na região não significa que seja facilmente avistado durante os passeios.

Pavó: uma das surpresas mais especiais da floresta

Nome científico: Pyroderus scutatus

O pavó é uma daquelas aves capazes de transformar uma observação em um momento inesquecível.

De porte relativamente grande para uma ave florestal, chama atenção pela plumagem escura e pelas marcantes penas avermelhadas na região do peito e do pescoço.

O pavó possui registros em levantamentos científicos realizados na área da Boca da Onça e em ambientes florestais da Serra da Bodoquena.

Sua presença é especialmente interessante porque ajuda a demonstrar a diversidade de formações vegetais encontradas na região, onde espécies características de diferentes ambientes naturais podem compartilhar o mesmo território.

Para quem pratica observação de aves, encontrar uma espécie como o pavó representa a oportunidade de conhecer uma parte menos evidente, mas igualmente fascinante, do patrimônio natural do Mato Grosso do Sul.

Uirapuru-laranja: um espetáculo de cores escondido na mata

Nome científico: Pipra fasciicauda

Pequeno no tamanho, mas impressionante na beleza, o uirapuru-laranja é outra espécie mencionada nos levantamentos da avifauna local.

O macho apresenta uma combinação vibrante de vermelho, amarelo e preto, enquanto a fêmea possui tons mais discretos e esverdeados.

Além da coloração, o uirapuru-laranja chama atenção por seu comportamento. Os machos são conhecidos pelas exibições e movimentos utilizados durante a corte, um verdadeiro espetáculo da natureza.

É uma das aves que tornam a observação da fauna tão interessante: muitas vezes, um pequeno movimento entre os galhos pode revelar um animal de beleza surpreendente.

Para fotógrafos de natureza e observadores que apreciam aves florestais, o uirapuru-laranja é uma espécie especialmente atraente.

Soldadinho: uma ave característica das matas do Cerrado

Nome científico: Antilophia galeata

Entre as espécies registradas em levantamentos da área da Boca da Onça também está o soldadinho, conhecido pela aparência marcante do macho, que possui plumagem preta e uma crista vermelha bastante característica.

O soldadinho está associado ao Cerrado e às matas que acompanham cursos d’água, ambientes presentes na Serra da Bodoquena.

Embora não seja necessariamente uma espécie rara em toda a sua distribuição, é uma ave de grande interesse para quem deseja conhecer a fauna característica do Brasil Central.

Sua presença ajuda a demonstrar a variedade de ambientes naturais encontrados na região e a importância das matas próximas aos rios para a conservação da biodiversidade.

Murucututu: uma coruja que já foi registrada reproduzindo na Boca da Onça

Nome científico: Pulsatrix perspicillata

Nem todas as aves da Boca da Onça são conhecidas por suas cores vibrantes. Algumas impressionam pelo comportamento e pelos ambientes que ocupam.

É o caso da murucututu, uma coruja de grande porte, com olhos expressivos e hábitos predominantemente noturnos.

Uma pesquisa científica publicada em 2012 documentou registros de reprodução dessa espécie nos paredões calcários da Boca da Onça, em setembro e dezembro de 2011.

Essa informação é especialmente interessante porque demonstra que a propriedade já ofereceu condições para que a espécie utilizasse seus ambientes naturais também durante a reprodução.

O registro reforça a importância dos paredões, florestas e demais formações da Serra da Bodoquena para a vida silvestre.

Outras aves que revelam a riqueza da Boca da Onça

A diversidade de aves da Serra da Bodoquena vai muito além desses exemplos.

Levantamentos realizados na Boca da Onça e em seu entorno também mencionam espécies como o gavião-pato, arapaçu-grande, alma-de-gato, choca-da-mata, saí-andorinha, gibão-de-couro e sabiá-de-coleira.

Cada uma ocupa seu espaço na natureza, com diferentes hábitos alimentares, comportamentos e relações com o ambiente.

Algumas são mais facilmente percebidas pelos visitantes, enquanto outras exigem paciência, conhecimento e atenção aos sons e movimentos da mata.

Essa diversidade mostra que a Boca da Onça não é formada apenas por grandes paisagens. Existe um ecossistema complexo, onde plantas, aves, mamíferos, insetos e outras formas de vida se relacionam continuamente.

Para quem visita o atrativo, observar esse universo é descobrir uma dimensão da Serra da Bodoquena que muitas vezes passa despercebida.

Preservação ambiental: um compromisso com a biodiversidade

A existência de tantas espécies na região está diretamente relacionada à riqueza dos ambientes naturais e à importância de sua conservação.

Na Boca da Onça, a preservação ambiental faz parte da história e da operação do atrativo.

A propriedade possui aproximadamente 2.000 hectares, com cerca de 55% de sua área dedicada à preservação, reunindo matas nativas, nascentes, cursos d’água e diferentes ambientes naturais.

O cuidado com esses espaços inclui a proteção de nascentes e córregos, a conservação da vegetação, o planejamento de trilhas para reduzir impactos ambientais e medidas de prevenção de incêndios.

A Boca da Onça também desenvolve iniciativas relacionadas ao gerenciamento de resíduos, incluindo ações do programa Lixo Zero.

Essas práticas ajudam a proteger os ambientes utilizados pela fauna e a conciliar o turismo com a conservação da natureza.

Afinal, preservar uma área natural significa muito mais do que manter suas paisagens bonitas. Significa proteger os ecossistemas e as condições necessárias para a sobrevivência de inúmeras espécies.

Uma riqueza natural reconhecida entre as melhores experiências turísticas do mundo

Toda essa biodiversidade faz parte de um atrativo que já conquistou reconhecimento internacional.

Em 2026, a Boca da Onça Ecotour foi eleita a melhor atração turística da América do Sul pelo Tripadvisor, além de conquistar a 10ª posição entre as melhores atrações turísticas do mundo, no prêmio Travellers’ Choice – Best of the Best.

O reconhecimento é baseado nas avaliações dos próprios viajantes e representa uma das mais importantes distinções oferecidas pela plataforma.

Para quem conhece a Boca da Onça, a experiência vai muito além de contemplar uma cachoeira.

O atrativo reúne trilhas, águas cristalinas, mirantes, formações naturais impressionantes, o maior rapel de plataforma do Brasil, gastronomia regional e o novo Day Use, com piscina aquecida, borda infinita e espaços de descanso.

Tudo isso em meio a um ambiente de extraordinária riqueza natural.

As aves são parte desse patrimônio, tornando a experiência ainda mais especial para quem aprecia a vida selvagem.

Observação de aves: uma oportunidade para conhecer outro lado da Boca da Onça

A observação de aves, conhecida como birdwatching, é uma atividade que atrai pessoas interessadas em conhecer a natureza de forma mais atenta, seja para fotografar, identificar espécies ou simplesmente apreciar a vida selvagem.

Na Serra da Bodoquena, a variedade de ambientes e os registros de espécies tornam a região especialmente interessante para quem aprecia a avifauna.

Na Boca da Onça, a experiência de observar a natureza começa antes mesmo de entrar nas trilhas. O percurso pela propriedade, as áreas de mata, as margens do Rio Salobra e os momentos de contemplação oferecem oportunidades para perceber sons e movimentos da fauna.

Durante uma visita, vale prestar atenção aos cantos, observar os galhos mais altos e aproveitar os momentos de caminhada para perceber o ambiente ao redor.

É importante lembrar que as aves são livres e seus avistamentos dependem de diversos fatores, como horário, época do ano, condições ambientais e comportamento de cada espécie.

Quem possui interesse específico em observação de aves pode consultar previamente a equipe da Boca da Onça sobre as possibilidades e orientações disponíveis.

Mais do que encontrar uma determinada espécie, observar aves é uma oportunidade de descobrir o quanto a natureza pode surpreender quando dedicamos tempo para apreciá-la.

Venha descobrir a natureza da Boca da Onça Ecotour

A riqueza de uma região com 340 espécies de aves mostra que existe muito mais para descobrir na Serra da Bodoquena do que suas famosas cachoeiras.

Entre o canto dos pássaros, o movimento das árvores, os rios cristalinos e os paredões da serra, existe um mundo inteiro esperando para ser conhecido.

Na Boca da Onça Ecotour, cada experiência é um convite para descobrir essa natureza de perto, seja explorando as trilhas, contemplando as cachoeiras, vivendo uma aventura ou simplesmente observando os detalhes que tornam o lugar tão especial.

Venha conhecer a Boca da Onça Ecotour, viva uma experiência em meio à natureza e descubra por que esse lugar conquistou o reconhecimento de visitantes do mundo inteiro.

Afinal, algumas das melhores experiências de uma viagem estão justamente nos detalhes que a natureza revela pelo caminho.