
Hoje, quem percorre as trilhas da BOCA DA ONÇA ECOTOUR encontra escadas, passarelas, deques e estruturas que parecem fazer parte naturalmente do caminho.
Mas, quando o atrativo começou a ser criado, nada disso existia.
As estradas precisaram ser abertas, as trilhas estruturadas e muitas soluções tiveram de ser pensadas especificamente para aquele terreno. Em alguns pontos, não havia um projeto pronto que pudesse simplesmente ser repetido.
Foi preciso construir de acordo com a própria Serra da Bodoquena.
Quando nenhuma escada podia ser igual à outra
Um dos grandes desafios estava justamente nas escadas e passarelas.
O relevo mudava ao longo do percurso e o ângulo de uma escada podia ser completamente diferente da seguinte.
Por isso, o processo começava no próprio local onde a estrutura seria instalada. Era feito um gabarito específico daquele trecho, que depois seguia para a marcenaria para que a peça pudesse ser produzida de acordo com as características do terreno.
Depois vinha outra etapa nada simples: levar tudo até o ponto de instalação.
Boa parte do material precisava ser carregada nas costas pela trilha.
Uma escada, nove meses de trabalho
Entre as estruturas mais desafiadoras está a Escada do Paredão.
Foram nove meses de construção.
A inclinação e a formação calcária da encosta exigiram um trabalho minucioso. Para garantir a fixação da estrutura, foi necessário perfurar a rocha e instalar ferros com mais de um metro de profundidade.
Mais do que criar uma passagem, era preciso encontrar uma solução que acompanhasse o relevo e permitisse que aquele trecho pudesse ser percorrido com segurança.
Criar caminhos para diferentes pessoas
As escadas, passarelas e deques não surgiram apenas para organizar o percurso.
Desde o início, existia uma preocupação em fazer com que a experiência não fosse restrita apenas a pessoas com grande preparo físico.
As estruturas foram pensadas para ampliar as possibilidades dentro do passeio, permitindo que pessoas mais velhas, famílias com crianças e visitantes com diferentes ritmos também pudessem conhecer aquele cenário com mais conforto e segurança.
Pouco a pouco, trechos que antes exigiam maior esforço passaram a receber caminhos planejados especificamente para a visitação.
Estradas que também precisaram nascer do zero
Outro desafio importante foi criar os acessos.
As estradas que hoje levam aos diferentes pontos do atrativo não existiam.
Foi necessário abrir os caminhos que dão acesso ao quiosque, à Trilha Adventure e também à Trilha Discovery.
Isso significava trabalhar em uma área onde tudo precisava ser pensado desde o início, respeitando o relevo e as condições naturais do terreno.
Ao mesmo tempo, os grandes paredões de calcário também passaram a inspirar novas possibilidades dentro do atrativo. Foi a partir da observação desse cenário que surgiu, por exemplo, a ideia de criar uma experiência de rapel.
Mas, antes de qualquer nova atividade, existia uma prioridade: tornar o caminho possível.
Uma estrutura que continua evoluindo
A construção do atrativo não terminou quando as primeiras trilhas ficaram prontas.
Ao longo dos anos, novos investimentos passaram a fazer parte da experiência, desde melhorias nas atividades e na gestão de segurança até cuidados com alimentação, atendimento e estrutura.
Mais recentemente, a área da piscina também passou por uma transformação, complementando a experiência com um novo espaço dentro do atrativo.
A lógica permanece a mesma desde o início: observar o que pode ser aprimorado e continuar evoluindo.
O que não aparece quando você percorre a trilha
Quem sobe uma escada durante o passeio talvez não imagine que ela precisou ser desenhada especificamente para aquele ponto.
Quem atravessa uma passarela dificilmente pensa no caminho que o material percorreu para chegar até ali.
E quem passa pela Escada do Paredão provavelmente não sabe que foram necessários nove meses para concluí-la.
São histórias que ficam escondidas por trás da experiência pronta.
Mas também ajudam a explicar a BOCA DA ONÇA ECOTOUR de hoje.
Por trás da paisagem existe planejamento. Por trás de cada caminho, existe trabalho. E por trás de toda essa estrutura, existe uma escolha: permitir que mais pessoas possam chegar perto de uma natureza que, no início dessa história, ainda precisava ser desbravada para ser conhecida.
